• Julia Zettel

Everest Base Camp - Roteiro

Meu roteiro de 15 dias para o EBC

Nesse post vou compartilhar com vocês o meu roteiro para o Base Camp do Everest (também conhecido como EBC).

Eu fiz essa trilha de 15 dias em novembro de 2019 e foi uma das experiências mais incríveis da minha vida.

Nesse post eu vou apenas relatar a minha experiência e, quem sabe, te inspirar para viver isso também! Mas existem mil formas de realizar esse trajeto, então é legal pesquisar e contar com a ajuda de profissionais experientes.

ENTENDENDO O EBC


A trilha para o Base Camp do Everest (EBC) é uma trilha longa, de vários dias e a duração vai depender do seu roteiro.

O EBC fica a 5.364m de altitude e a trilha é considerada uma das mais bonitas do mundo.


Não é uma trilha técnica e não precisa de equipamentos de escalada, o desafio maior são os muitos dias de caminhada e a altitude, que gera diversos efeitos no corpo humano.

Eu, particularmente, não achei a trilha muito difícil, mas contei com a ajuda de porters e estava com um grupo de pessoas incríveis. Todos lidaram super bem com a altitude e o clima do grupo fez os dias parecerem mais leves.

São muitas subidas e descidas todos os dias, mesmo na volta, mas senti que o corpo foi se acostumando as muitas horas de caminhada diárias.


Na minha opinião, trilhas longas trabalham muito o nosso mental e é importante ter foco e o pensamento direcionado ao realizá-las. Claro que é importante ter certo preparo físico e auto conhecimento para entender os limites do seu corpo, mas a maneira como você encara esse tipo de trilha está muito no mental.

Os dias que eu achei mais desafiadores e mais me cansei foram justamente os dias em que as trilhas de subida íngrime eram opcionais e acho que isso diz muito. Nesses pontos eu permiti me questionar e cogitar desistir, o que acabou de deixando mais cansada.

Eu fiz um outro POST com informações úteis para vocês entenderem melhor a trilha e outras informações importantes legais de se saber antes de você ir.


Também fiz uma lista de coisas que são importantes de levar AQUI.



CHEGANDO LÁ

A trilha começa no vilarejo de Lukla, onde se encontra o menor, e um dos mais perigosos, aeroporto do mundo. Só o vôo até lá já proporciona vistas de tirar o fôlego dos Himalayas além de bastante emoção e adrenalina.

Antigamente o vôo partia de Katmandu e durava 30 minutos, mas a partir de 2019 mudaram as normas e a maioria dos vôos saem de um vilarejo chamado Rammechap, e dura cerca de 15 minutos.

Como a pista é muito pequena, as condições do tempo precisam estar boas para voar, então é muito comum atrasos e vôos cancelados.

Os vôos de manhã cedo tem menos chances de sofrer esse tipo de problema, mas normalmente deixa-se 1 ou 2 dias de folga no planejamento dos dias para eventuais atrasos na ida ou na volta.

CATEGORIAS DA TRILHA - Segundo nosso guia, Nara (Rs)


1. Nepali Flat: O famoso sobe e desce

2. Gradual Up: Subida o tempo todo

3. Steep: Subida íngrime toda vida

4. Adventure: Quase uma escalada básica (haha)



NOSSO ROTEIRO


Vou contar aqui o nosso roteiro, separado por dia.

Como eu disse, fizemos um trajeto mais longo, de 15 dias, passando por vilarejos mais isolados e menos turísticos, mas há quem faça ida e volta em 7 dias.

Gostei de ir para vilarejos menos conhecidos e também fizemos o trajeto oposto da maioria das pessoas, dessa forma pegamos a trilha mais vazia, o que eu acho mais agradável.


DIA 1: Katmandu (1.400m) - Ramechhap (1.218m)


Depois de 1 dia e meio em Katmandu (post separado), partimos de van para Ramechhap depois do almoço.

Foram cerca de 5 / 6 horas numa estrada terrível, cheia de curvas e muito esburacada até a hospedagem (super simples, mas arrumadinha) que passamos a noite, Pahuna Ghar.

Dormimos lá pois nosso vôo para Lukla era de manhã bem cedo no dia seguinte.


DIA 2: Ramechhap - Lukla (2.860m) - Monjo (2.800m)


Acordamos antes das 5 horas da manhã e fomos para o aeroporto, onde pegamos o vôo para Lukla. O vôo atrasou bastante e chegamos em Lukla famintos cerca de 9h da manhã. Tomamos um café da manhã reforçado por lá, pois no mesmo dia tínhamos umas 6 horas de caminhada pela frente.

Depois de comer (e muitas fotos) finalmente começamos a caminhar, lá pras 11h da manhã (bem mais tarde do que o previsto).

No primeiro dia tudo é novidade, as montanhas são impressionantes, as pontes maravilhosas, tudo simplesmente incrível. É um dia com bastante subida, mas achei relativamente tranquilo.

Com muitas fotos e uma parada pra comer, só chegamos em Monjo depois que o sol se pôs, dando um tom de aventura ao terminarmos o dia fazendo a trilha com as head lights.


Em Monjo jantamos e dormimos no Mini Tibet, que tinha o luxo de ter um banheiro em cada quarto, rs. Aproveitei pra tomar um banho quentinho antes de dormir.


* Não vou colocar aqui quais dias foram mais desafiadores, pois isso depende da percepção e até do roteiro de cada um.


DIA 3: Monjo - Namche Bazaar (3.420m)

No segundo dia a gente passou por muitas pontes lindas. É um dia com bastante subida até chegar em Namche Bazaar, o principal vilarejo do circuito do EBC. Além dos tradicionais "sobe e desce"de sempre, tem um trecho de cerca de 2h de subida.

O clima de Namche é uma delícia e é o último vilarejo onde se consegue comprar equipamentos faltantes (tem até lojas da North Face e várias marcas de trekking).

A "cidade" é super charmosa e tem várias lojinhas, cafés e restaurantes. Esse é o último ponto da trilha com esse tipo de amenidades.

Nós chegamos lá cerca de 12h30 e deixamos as coisas no alojamento. Ficamos hospedados no Amadablam Lodge.

Depois do almoço demos uma pequena volta para comprar coisas que faltavam para a trilha e no fim da tarde fizemos uma trilha de aclimatação para ver um por do sol muito lindo perto do Everest View Hotel, onde você tem uma visão maravilhosa de várias montanhas da cadeia dos Himalayas.

Namche tem super estrutura, então acho que todos os lodges tem banho quente.


* Muitas pessoas dormem mais de uma noite em Namche para aclimatar. Nós optamos por outro roteiro e aclimatamos no caminho, durante o terceiro dia.


DIA 4: Namche Bazaar - Lawudo Monastery (4.000m) - Thamo (3.480m)


Eu falei que não ia comentar sobre dias cansativos, mas achei esse dia bem puxado, rs.

De Namche para Thamo não é muito longe, são cerca de 2h30 sem subida. Mas como é importante aclimatar, tivemos um dia mais cansativo, pois um dos jeitos mais eficazes de aclimatação é você fazer uma trilha até uma altitude superior (cerca da altura que você vai dormir no dia seguinte) e depois voltar para dormir numa altitude semelhante a que você estava.

Então saímos de Namche de manhã, passando por vales lindos até chegar num rio lindo, umas 2h depois. A partir daí o grupo se dividiu: quem não quis e não estava se sentindo bem seguiu para Thamo (acho que foram uns 30 min até lá para eles), e nós subimos montanha acima até um monastério budista tibetano maravilhoso, Lawudo Monastery.

Foi cerca de 1h30 de subida íngrime até lá, mas as vistas e a recepção recompensaram.

Lá nos serviram um almoço simples, mas delicioso e nos mostraram o templo e o monastério. Uma experiência inesquecível.


* Essa trilha para o monastério era opcional e acho que isso afetou bastante com o meu mental, pois fiquei ao longo da subida me questionando sobre a escolha de ir até lá e acho que isso que tornou esse dia mais desafiador para mim. Isso mostra como é importante o mental em trilhas longas.


No final da tarde descemos para Thamo, passando pelo Thamo Monastery no por do sol e chegando no Maya Lodge já para o jantar.

Aqui também rolou banho quentinho ;)

*Thamo já é bem menos turístico. No nosso lodge só tinha o nosso grupo e um outro hospede.



DIA 5: Thamo - Khunde (3.840m)


Saindo do lodge podemos ver mais de Thamo e outros vilarejos pouco turísticos pelo caminho. Muito legal ver lojinhas com mais cara de locais, casa e até passamos por uma escola, com várias crianças transitando indo pra lá.

Passamos também por uma fazenda de criação de yaks (animal típico dessa região que ajuda no transporte de carga nas altitudes mais elevadas) e um monumento lindo com vista pras montanhas.


Chegamos no lodge antes do almoço e passamos o dia relaxando por lá. O plano era ter feito uma trilha de aclimatação até um mirante, mas como todos estavam com preguiça e se sentindo bem diante do clima e da altitude nosso guia nos liberou dessa, rs.

Ficamos no Sherpa Rest House, que tinha um clima familiar delicioso e mais um banho quente, hehe. Éramos os únicos hospedes de lá, muito gostoso. E a vista da área comum (onde servem as refeições) de lá é simplesmente maravilhosa, de cara pras montanhas. Ficamos lá vendo o por do sol e fotografando as estrelas a noite.



DIA 6: Khunde - Phortse (3.810m)


Mais um dia de paisagens incríveis, com parte da trilha beirando a encosta e proporcionando vistas lindas.

Esse dia foi o que nosso guia chamou de aventura, rs. Começamos com uma subida bem íngrime (quase precisamos usar as mãos) até o alto do vale e seguimos numa trilha linda pela encosta da montanha. Então é preciso descer tudo (muito, rs) até um rio, atravessar ele e subir tudo de novo até Phortse, onde chegamos no meio da tarde e deu até pra aproveitar um solzinho no quintal.

Lá ficamos no Namaste Lodge, que também é super fofo e familiar. Mas Phortse já é mais turístico (faz parte da rota tradicional) e haviam alguns grupos além do nosso.


DIA 7: Phortse - Pangboche (3.930m)


Esse dia já começamos subindo logo de manhã, basicamente a partir da porta do lodge. Mas depois foi tudo nepali flat e gradual up (hehe). As vistas das montanhas desse dia também são surreais.

Almoçamos no Trekkers Holiday Inn, em Upper Pangboche e depois subimos até um monastério no alto das montanhas, com uma vista muito muito linda. Mas ficou um frio absurdo lá em cima e não estávamos com todos os nossos casacos, então descemos (eu desci quase correndo de tanto frio, rs) para o nosso alojamento em Lower Pangboche, o Sonam Lodge.

Lá graças a deus ainda tinha banho quente e eu fui direto pro banho pra descongelar.


DIA 8: Pangboche - Dingboche (4.410m)


De manhã acordamos e a água da torneira do quarto estava completamente congelada, formando uma estalagmite, rs. Foi o primeiro dia que lidamos com o congelamento da água encanada. E o último vilarejo com acesso a internet 3G.


A trilha foi quase plana, pela beira do rio e com paisagens mais amplas, bem bonito. Chegamos por volta de meio dia no nosso alojamento, Snow Lion. É nesse lodge que fica a famosa French Bakery de Dingboche.

O lugar parece um sonho, destoando de tudo que você vê há dias. Tem uma estrutura toda bonitinha, quase hipster, cafeteira italiana, doces incríveis e uma televisão que todos os dias a tarde passa um filme (na época as escolhas eram Meru e um filme sobre resgates de helicóptero nos Himalaias). Fiquei tão encantada que em vez de subir uma trilha pra aclimatar fiquei com metade do grupo vendo Meru. Aqui ainda conseguimos tomar banho quente e foi a nossa primeira noite usando bolsa de água quente, que nossa agência disponibilizava para dormir acima de 4.000 metros de altitude.


DIA 9: Dingboche - Dughla (4.620m)


Esse foi um dia mais tranquilo, meio que de aclimatação. Acordamos mais tarde e tivemos uma manhã mais lenta, pois era aniversário de uma das meninas do grupo, então cantamos parabéns com um cheese cake delicioso da French Bakery e tomamos um café da manhã super gordo, pois a partir daí não é mais recomendado comer frituras e gorduras (por conta da altitude).

Fizemos ainda uma roda de conversa e finalmente saímos. A trilha foi mais curta, de mais ou menos 2 horas e não muito íngrime, com paisagens mais amplas também pelo vale. Esse dia eu senti de leve um efeito da altitude, como uma pressão na cabeça, mas depois do almoço melhorou.

No final tem uma subidinha mais íngrime pelas pedras, mas super de boa, até chegar no único lodge de Dougla (Yak Lodge), onde almoçamos e ficamos jogando cartas com nossos guias.

No final do dia ainda aproveitei pra subir por trás do lodge e tirar umas fotos do por do sol nas montanhas.

Eu não consigo lembrar se conseguimos tomar banho aqui.



DIA 10: Dughla - Lobuche (4.910m)


O dia aqui já começa com uma super subida íngrime de cerca de 1h. Muita gente faz direto de Pangboche para Dughla, eu achei bom quebrar para começar o dia descansada, em vez de encarar essa pirambeira depois do almoço, rs.

Depois dessa subidona, você chega num lindo memorial aos alpinistas e outras pessoas que perderam a vida nas montanhas dos Himalayas, um lugar muito especial.

Chegamos a tarde em Lobuche, onde o quarto estava super gostoso por conta do sol, pequenos momentos que se tornam mágicos.

Em Lobuche não tinha banho de água encanada, pois estava congelada, mas as meninas compraram um banho de balde e eu acabei tomando banho assim também, porque sobrou bastante água quente de uma delas, rs.



DIA 11: Lobuche - Kala Pattar (5.645m) - Gorak Shep (5.140m)


Finalmente dia de ir até Gorak Shep, último vilarejo antes do Base Camp! Foram um pouco mais de 2 horas até lá num sobe e desce com pedras e trechos de trilha mais marcada. Esse dia senti um pouco altitude também, uma sensação na cabeça parecida com estar bêbado, mas não atrapalhou na caminhada até o lodge.

Ficamos no Everest Inn, que achei bem bom, dentro das possibilidades hehe. Tinha cobertor elétrico pra dormir, o que foi apenas perfeito.

Almoçamos lá e por volta das 14h30 começamos o trecho da trilha que, para mim, foi disparado o mais desafiador até o Kala Pattar, ponto mais alto do trajeto.

A subida até o Kala Pattar é opcional e, de novo, senti que isso mexeu bastante com o meu mental. Mas de qualquer jeito é uma trilha que começa gradual up e depois é só subida íngrime, numa altitude extrema. Pra fechar com chave de ouro, no final da trilha você precisa subir por vários pedregulhos, rs. Fizemos em 2h e vimos o pôr do sol lá em cima.


Mas preciso dizer que vale cada fôlego e cada tremor na perna pois a vista é inexplicavelmente linda e é a partir daqui que se tem a melhor visão do tão imponente e almejado Mt. Everest. O ideal é subir para ver o pôr ou o nascer do sol, dependendo do seu roteiro.

Na volta jantamos e fomos dormir para finalmente ir até o EBC no dia seguinte.


* Gorak Shep já fica numa altitude extrema e toda estrutura é bastante rústica. Não tem água encanada e até a água dos baldes congela, ou seja, impossível tomar banho e banheiros também são BEM simples.

Esse também foi, de longe, o vilarejo mais cheio que nos hospedamos.


DIA 12: Gorak Shep - Everest Base Camp (5.643m) - Gorak Shep


O tão aguardado e sonhado dia chegou! Como a ideia era dormir novamente em Gorak Shep, não precisamos acordar muito cedo e saímos para o EBC por volta de 10h da manhã. A trilha aqui também foi de bastante sobe e desce por terrenos irregulares e bastante pedras, numa paisagem mais seca e diferente dos outros dias. Em cerca de 1h chegamos no Base Camp, super emocionante chegar depois de tantos dias de caminhada.

Vale lembrar que novembro não é temporada de ascensão ao cume, então não tinham barracas nem um acampamento propriamente dito, rs, mas a sensação de chegar é apenas maravilhosa.

Como não havia tanta gente e a volta também era cerca de 1h, ficamos por lá tirando foto, tomando chá com biscoitos e contemplando por quase 2 horas. E as 14h30 já estávamos de volta ao nosso lodge em Gorak Shep.


DIA 13: Gorak Shep - Dingboche (4.410m)


O dia hoje foi de bastante quilômetros, mas como vamos perdendo altitude, senti que o corpo reagiu bem. O grupo estava no gás e fizemos o trajeto bem rápido, chegando mais cedo do que o previsto (normalmente, com zilhões de fotos e pausas longas pra comer, a gente chegava sempre atrasado, rs).

Paramos só muito rapidinho em Dughla (que estava lotado comparado com a ida) para fazer um lanchinho e seguimos direto, quase sem parar.

Chegamos em Dingboche no meio da tarde e ainda deu tempo de pegar um filminho com pipoca na French Bakery, e ainda fomos coroados com um por do sol lindo nas montanhas ao redor do lodge :)

Ficamos de novo no Snow Lion, com direito a banho quentinho!



DIA 14: Dingboche - Tengboche (3.875) - Kyangjuma (3.600m)


Mais um dia beem longo de trilha, com muito sobe e desce. Pareceu um dia infinito, rs. Mas como fizemos a volta pelo lado oposto da ida (e no sentido contrário, as pessoas geralmente vão pelo caminho que voltamos), a paisagem era nova e bem bonita.

Foi o primeiro dia que pegamos tempo ruim e em alguns trechos fez bastante frio, com muito vento.

Saímos de manhã cedo e fizemos algumas paradas. Primeiro para um chá no Trekkers Holiday Inn, alojamento que ficamos em Pangboche, pois nosso guia queria encontrar um amigo, hehe. Depois seguimos pelo lado que não havíamos passado ainda e na hora do almoço (mais ou menos 13h) chegamos em Tengboche, que é um vilarejo grandinho também com estruturas como cafés e restaurantes e onde fica o Tengboche Monastery, que é um dos principais monastérios da região (ele é enorme), mas que infelizmente estava fechado na hora que estávamos lá. Fiquei com vontade de explorar melhor esse vilarejo.

Depois do almoço seguimos montanha abaixo pra depois subir tudo de novo, haha. E só fomos chegar no lodge depois que já estava de noite.

Dormimos no Dream Garden, que tem uma vista absolutamente linda das montanhas. Lá tinha banho quente disponível também.


DIA 15: Kyangjuma - Monjo (2.800m)


Hoje o dia amanheceu bem bonito de novo e pudemos ver a vista do lodge. A trilha começou bem nepali flat e de novo, passamos por cenários lindos numa trilha tranquila de menos de 2h até Namche Bazaar. Onde paramos pra almoçar, descansar, comprar lembrancinhas e até tomar uma cerveja.

Por volta de 15h continuamos a trilha até Monjo, pelo caminho que fizemos na ida, com alguns sobre e desce, mas principalmente bastante descida e muitas pontes e rios, chegando umas 17h no Mt.Kailash Lodge.

Não foi o mesmo que ficamos na ida, e achei esse bem melhor. Chuveiro quentinho no quarto e bem mais bonitinho (quase chique) que o outro.


DIA 16: Monjo - Lukla (2.860m)


Saímos cedinho pro último dia de trilha. Esse dia também fomos bastante no pique, parando pouco pra fotos e sem parar pra almoçar, até porque foi o mesmo caminho da ida.

12h30 já estávamos em Lukla, bem antes do previsto. Almoçamos no nosso lodge, que também tinha uma estrutura melhorzinha, com banho quente (não no quarto), chamado Himalaya Lodge e depois descemos de volta para a rua principal do vilarejo. O lodge fica basicamente dentro do aeroporto, rs, bem conveniente pro dia seguinte.

No vilarejo de Lukla tem várias lojinhas, restaurantes e uns 2 ou 3 pubs. Demos uma voltinha e depois fomos beber e dançar no pub.


DIA 16: Lukla - Ramechhap - Katmandu


Dia final super longo também! Acordamos cedo e esperamos nosso vôo que acabou saindo cerca de 9h da manhã até Ramechhap, onde pegamos uma van na estrada infernal até Katamandu, com uma parada rápida pra almoçar na estrada (quem conseguiu comer, porque metade do grupo estava enjoado por conta do caminho).

Chegamos em Katmandu no final da tarde, onde finalmente voltamos para um hotel confortável, com chuveiro quente e maravilhoso e um sentimento indescritível de satisfação e orgulho!

Tanto na ida quando na volta, ficamos no hotel Arya Tara, que estava incluso no pacote. Achei o hotel excelente. Muito confortável e super bem localizado.

No final do dia fomos jantar no OR2K para comemorar a nossa conquista.


* Para saber mais de Kathmandu, vem ver esse post AQUI.

#Ásia #Nepal #Everest #Inverno #EBC #Trekking #Basecamp

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Por Julia Zettel

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