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Chapada dos Veadeiros - GO

14.01.2018

 

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é enorme e, a não ser que você tenha muito tempo por lá (acho que pelo menos 1 mês), não é possível ver tudo de primeira. Visitei esse lugar 2 vezes e ainda pretendo voltar mais vezes! Vou compartilhar aqui o que consegui visitar tanto em 2015 quanto no Réveillon de 2017/18.

 

Nas duas vezes fomos de avião até Brasília e já no aeroporto pegamos o carro que alugamos pela Movida e seguimos até a Chapada. Para conhecer o parque é possível dormir em alguns lugares: São Jorge, Alto Paraíso (maior cidade da região) e Cavalcante, estão entre as principais opções. Das duas vezes escolhemos ficar mais tempo em São Jorge, que é uma vila super gostosa, e dormir a primeira noite em alguma outra cidade.

 

Na primeira vez fomos direto para Cavalcante (4h30 de carro). Dormimos a primeira noite lá para visitar a cachoeira Santa Bárbara. É possível fazer bate-volta de São Jorge ou Alto Paraíso, mas queríamos chegar super cedo lá para evitar lotação, por isso dormimos em Cavalcante. Recomendo fazer o mesmo, valeu super a pena. De Cavalcante para São Jorge são aproximadamente 2h de carro.

 

Já na segunda viagem, dormimos a primeira noite em Alto Paraíso (pouco menos de 3h de carro de Brasília), pois queríamos visitar a Catarata dos Couros, que fica a 55km de Alto. Também é possível visitar essa cachoeira a partir de São Jorge, mas acho que fica um pouco mais cansativo, já que é mais longe e o caminho envolve 30km de estrada de terra.

Mas deixo mais detalhes das cachoeiras aqui embaixo.


 

TURISMO

 

O turismo na Chapada se resume em: Dirigir em estradas de terra (a maioria em péssima condição, então se puder pegar um carro maior, melhor, mas fomos num Gol mesmo e deu tudo certo) >> Fazer trilhas de diversos tamanhos >> Relaxar na cachoeira >> Repetir os anteriores >> Dormir.

 

Abaixo deixo as cachoeiras que visitamos e algumas impressões sobre elas:

 

- Cachoeira Santa Bárbara: Cachoeira maravilhosa, com água azul clara, cristalina! Acordamos as 5h30 da manhã para visitar a Santa Bárbara e foi a melhor escolha da viagem. Para chegar lá você tem que ir até o Quilombo Kalunga (próximo a Cavalcante) e lá contratar um guia local. O nosso guia, Elias, foi ótimo e não só nos deixou super a vontade como nos contou histórias interessantes da região e do Quilombo.Para a cachoeira em si estacionamos o carro próximo a um rio que atravessamos a pé. Do outro lado pegamos uma caminhonete que nos deixou a 1km da Santa Bárbara, numa trilha super fácil, sem inclinação. Antes de chegar na queda principal, paramos na cachu menor, que é um poço lindo de águas verdes, mas bem pequeno. Já a principal tem uma queda alta e uma água maravilhosa verde esmeralda. Quando chegamos lá tinham apenas outras 3 pessoas, então recomendo acordar cedo e ir, porque depois superlotou.

*DICA: Almoçamos no Quilombo e é necessário agendar de manhã, antes de fazer a trilha. Foi a melhor comida que comemos na viagem. Custou 25 reais por pessoa e a gente ia na cozinha se servir do que quiséssemos (arroz, feijão, farofa, abóbora, salada, peixe, carne e frango).

 

 

- Catarata dos Couros: Sem dúvidas uma das cachoeiras mais impressionantes da Chapada. São 3 poços principais que você visita a partir de uma mesma trilha. Recomendo descer até o final da trilha (pouco mais de 1km) e depois ir subindo conhecendo cada poço com calma. A primeira queda já impressiona, chamada de Muralha dos Couros, depois você passa pela Amélcegas 1000, mirante do Cânion dos Couros e cachoeira do Parafuso. Li num blog que tem também a cachoeira São Vicente, mas não achamos essa. :(
A grande questão de Couros é: Ir com ou sem guia? Nós fomos sem e foi ótimo. Parece que deixamos de ver uma das quedas, mas tudo bem também (se tivéssemos lido sobre ela antes acho que não teria acontecido isso). O guia custa 150 reais e não quisemos investir e foi ótimo, até porque dizem que o guia é mais necessário na estada de terra (cerca 30km), já que não tem placas.

* DICA: Como chegar sem guia: basta colocar no google maps (baixe o mapa quando ainda tiver internet) a rota a pé para a cachoeira. Ele te leva até o estacionamento. Na dúvida, uma vez na estrada de terra, nas bifurcações você pega direita (vai ter um muro com um lambe lambe: "Parte do que parte fica"), esquerda, esquerda. Se você vir as placas do porto é que errou e precisa voltar.

*Fotos na ordem: Muralha dos Couros, Amélcegas 1000, Cânion e Parafuso

 

 

 

- Amelcegas I e II: Depois de uma trilha moderada, se chega na Amélcegas I, que é linda e enorme. No alto da queda d'água tem umas piscinas deliciosas que se chega por uma outra trilhazinha. A II também é linda, com lugar para pular e um poço enorme. No mesmo complexo é possível visitar também a cachoeira São Bento, mas como o acesso é mais fácil, quase não tem trilha, fica bastante cheia em feriados. Eu achei a Amélcegas I mais bonita, então acho que vale começar por ela.

*Fotos na ordem: Amélcegas I e Amélcegas II

 

 

- Vale da Lua: O vale é a principal atração do parque e é realmente muito lindo, só é preciso ter cuidado para não escorregar nas pedras. Para chegar também é super fácil, numa trilha leve de 500m. Vale ter em mente que quanto mais curta a trilha, mais cheia fica a atração durante os feriados. É uma ótima cachoeira para combinar com outra ou visitar no primeiro ou último dia.

 

 

- Canion II & Cariocas: Foi a trilha mais longa que fizemos (cerca de 10km) e a única dentro da sede do parque. Fomos primeiro para Canion II que tem uma vista impressionante de cima, mas estava nublado e não mergulhamos e não conseguimos ver a vista de baixo, que só se vê da água. Canion I estava fechado (fecha na época das cheias), então fomos para a Cariocas que é muito linda, uma queda d'água super larga, mas estava tão cheia que o banho teve que ser mais distante das quedas.

*Foto: Cariocas

 

- Cordovil & Poço das Esmeraldas: Cachoeira super bonita e um pouco menos conhecida que as outras. São cerca de 2.5km para chegar até o poço numa trilha fácil. Para Cordovil é 1km mais longe, com o final moderado a difícil, pois é preciso ir pelas pedras do rio, mas vale a pena.

*Foto: Cordovil

 

 

- Cachoeira Macaquinhos: Complexo de 7 cachoeiras, no mesmo esquema que Couros. Vale descer até a última e ir subindo na volta. Mas atenção que é um programa de ida todo! Fomos no dia da volta para Brasília e só conhecemos a primeira queda (motivo para voltar). Além de terem muitas quedas para visitar, é preciso percorrer 31km de estrada de terra, o que deixa a viagem mais longa, mas não se preocupe que tem placas no caminho. 

*DICA: Ao chegar na placa indicativa de 900m é bom estacionar o carro (se você não tiver num 4x4) e ir a pé, porque a partir daqui a estrada fica BEM ruim e bem íngrime.

 

 

- Loquinhas: As Loquinhas são 8 poços em sequência que você visita através de um caminho de madeira e desce em cada um deles para conhecer. São 800m de trilha bem fáceis. Fomos no último dia, que já não era mais feriado e tivemos o lugar só pra nós, foi incrível. Os poços que mais curtimos foi o o Poço do Sol (foto) e o Poço do Xamã.

 

 

- Raizama: As fotos não fazem jus a essa cachoeira, isso porque a graça é nadar por dentro do cânion formado pelo rio e a maioria das pessoas (como eu) não leva câmera a prova d'água, rs). O Santuário da Raizama fica bem perto de São Jorge e são cerca de 2,5km numa trilha cíclica, que você passa por alguns mirantes e uma outra queda d'água. Também é uma das que ficam bem cheias no feriado, por ter uma trilha leve.

 

 

- Cachoeira dos Cristais: Mais um circuito com 7 pequenas cachoeiras em sequência que você visita através de uma trilha bem fácil (700m). A última é a maior e mais bonita. No local tem restaurante e um parquinho com uma vista bem bonita.

 

 

- Poço Encantado: Visitamos essa cachoeira no caminho entre Brasília e Cavalcante, foi uma ótima parada para descanso! Praticamente não tem trilha (200m) e o poço é ótimo para mergulho, só estava um pouco cheia. Ela fica bem próxima a estrada e é bem sinalizada.

 

 

- Jardim de Maytrea: Um dos lugares mais místicos da Chapada. Isso porque ele fica localizado sobre o paralelo 14 (paralelo místico por onde também passa Machu Pichhu, onde muitos acreditam ser uma espécie de portal). Acreditando ou não, é um lugar lindo e vale a parada no mirante, que fica na estrada que liga São Jorge a Alto Paraíso. Ao lado do jardim está o Morro da Baleia.

 

 

 

O QUE SENTI FALTA DE VER

 

Segredo: Trilha mais longa (8km cada perna) pela beira do rio. bom fazer com guia.

 

Cachoeira do Abismo e Mirante da Janela: Outra trilha mais longa, com cerca de 8km de subida.

 

 

 

ONDE DORMIR

 

1. São Jorge:

- Camping Taiuá - Camping mais irado da minha vida! Rs. Ele é cheio de estruturas onde você pode deixar e relaxar ao ar livre, cozinha bem equipada, banheiros limpos e a noite rolam showzinhos nos feriados.

 

- Camping do Pedu - Simples porém com boa estrutura. A cozinha é boa, o banheiro é limpo e tem muitas lonas para proteger a barraca do sol/chuva. O Pedu e toda a equipe são muito atenciosos. Nós ficamos num chalézinho super confortável dentro do camping e amamos.

 

 

2. Cavalcante:

- Camping Estância Solar - Camping bem bacana, com banheiro limpo e cozinha.

 

* Em Alto Paraíso ficamos num albergue que não gostamos muito, então nem vou recomendar (o nome era Hostel Aventura). A área externa e recepção eram bem fofinhas, mas achei o quarto muito apertado e tinha um cheiro ruim, além de terem fios soltos bem perto de quem dormia nas beliches de cima. 

 

 

 

ONDE COMER

 

1. São Jorge:

- Risoteria Santo Cerrado - Restaurante super charmoso, numa casa linda com luz de velas e clima ótimo. Os risotos e as entradas são muito bons..

 

- Luar com Pimenta - Restaurante fofo, com pizza a lenha muito boa, além de caldos e outros pratos de comida.

 

 

2. Alto Paraíso:

- Cravo e Canela - Restaurante vegetariano muito gostoso. Tem vários hambúrgueres vegetarianos, servidos de várias maneiras.

 

 

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Por Julia Zettel

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